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o sítio do conguito

deambulações pela net, palavras, imagens, sons, coisas estranhas... enfim, eu.

21 Dez, 2007

O inglês técnico

Hoje ao ouvir o senhor Sócrates nas cerimónias de alargamento do Espaço Schengen finalmente consegui perceber o que era o "inglês técnico".



Na verdade não é mais do que uma forma de humor.
Ouvir o senhor Primeiro-Ministro a "inglesar"  dá direito a uma gargalhada.

...ou talvez não.

Foram aprovadas em Conselho de Ministros as mudanças referentes à gestão das escolas.
Após uma primeira leitura, parece que há mais mudanças de nome do que de forma, contudo depois de ver mais atentamente não é bem assim.

 

5. Decreto-Lei que aprova o regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário

 

Este Decreto-Lei, hoje aprovado na generalidade para consultas, vem completar o quadro de mudanças introduzidas na organização e na autonomia das escolas, dando, assim, sequência às propostas apresentadas pelo Primeiro-Ministro à Assembleia da República, no passado dia onze do corrente mês.

Estabelece-se um novo regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, visando (i) reforçar a participação das famílias e comunidades na direcção estratégica dos estabelecimentos de ensino; (ii) favorecer a constituição de lideranças fortes e (iii) reforçar a autonomia das escolas.

Deste modo, procura-se promover a abertura das escolas ao exterior e a sua integração nas comunidades locais, através da instituição de um órgão de direcção estratégica em que têm representação o pessoal docente e não docente, os pais e encarregados de educação (e também os alunos, no caso dos adultos e do ensino secundário), as autarquias e a comunidade local, nomeadamente as instituições, organizações e actividades económicas, sociais, culturais e científicas.

A este órgão colegial de direcção – designado Conselho Geral – caberá a aprovação das regras fundamentais de funcionamento da escola (regulamento interno), as decisões estratégicas e de planeamento (projecto educativo, plano de actividades) e o acompanhamento e fiscalização da sua concretização (relatório anual de actividades).

Além disso, confia-se a este órgão a capacidade de eleger o director que, em consequência, lhe terá de prestar contas.

Simultaneamente, procura-se reforçar a liderança das escolas o que constitui, reconhecidamente, uma das mais necessárias medidas de reorganização do regime de administração escolar, criando-se o cargo de director, coadjuvado por um pequeno número de adjuntos, mas constituindo um órgão unipessoal e não um órgão colegial.

Ao director será confiada a gestão administrativa, financeira e pedagógica, assumindo também, para o efeito, a presidência do Conselho Pedagógico, devendo o director ser recrutado de entre docentes do ensino público ou particular e cooperativo qualificados para o exercício das funções, seja pela formação ou pela experiência na administração e gestão escolar.

No sentido de reforçar a liderança da escola e de conferir maior eficácia, mas também mais responsabilidade ao director, é-lhe atribuído o poder de designar os responsáveis pelas estruturas de coordenação e supervisão pedagógica.

No tocante ao reforço da autonomia das escolas, estabelece-se um enquadramento legal mínimo, determinando apenas a criação de algumas estruturas de coordenação de primeiro nível (departamentos curriculares) com assento no Conselho Pedagógico e de acompanhamento dos alunos (conselhos e directores de turma). No mais, é dada às escolas a faculdade de se organizarem, de criar estruturas e de as fazer representar no Conselho Pedagógico.

Resumindo:
A Assembleia de Escola passa a ser o Conselho Geral.
As suas funções são as mesmas que já tinha (aprovar o regulamento interno, o projecto educativo e o plano de actividades e elaborar o relatório anual de actividades) às quais acresce a de eleger o director, o qual terá de lhe prestar contas!

O Conselho Executivo morre.

Isto é, deixa de ser um órgão colegial para passar a "órgão unipessoal" desempenhado pela figura do "director" que pode ser ajudado por adjuntos. Este director terá a seu cargo a gestão administrativa, financeira e pedagógica.
O director passa também a ser o presidente do Conselho Pedagógico e é ele que nomeia todos os coordenadores da escola.

Outra coisa: será que interpretei mal isto ou agora um professor, que nem sequer é professor-titular, pode ser eleito director e nomear, gerir e coordenar os famosos professores de 1ª categoria?


Boas Festas!

Quem recentemente comprou um computador já deve ter lido estes nomes em algum lugar...
São os nomes dos processadores da Intel. Apesar dos nomes serem semelhantes, os processadores são bem diferentes.

O Meio Bit fez um belo artigo explicativo das diferenças entre cada um deles. Óptimo para que estiver a pensar comprar um computador novo ou quer perceber o que tem em casa.

Para mais informações dêem um salto ao sítio da Intel.
18 Dez, 2007

dia comprido

Cheguei a casa à pouco mais de meia hora...
e vim da escola.

Bem, para ser sincero não foi só trabalho.

Reuniões desde as 9 e meia até quase à uma. Pausa para almoço. Mais uma "reuniãozita" das duas às... cinco e meia.
A segunda reunião foi mais trabalhosa e confusa: muita gente distraída, conversas paralelas e algum barulho. Parecia uma sala cheia de... alunos. ;-)

Ainda queria vir a casa para trocar de roupa e trazer a prenda para a troca, mas nem deu tempo.

Um saltinho ao café ao lado para tomar um leite achocolatado e um travesseiro. Num dia como estes foi impagável!
Sentir o calor do copo nas mãos geladas, "debulhar" o chocolate, uhhh!...

Depois foi o jantar de convívio. Pouca gente (menos do que estava à espera), bons colegas, um bacalhau à maneira, sobremesas deliciosas e cantoria para animar a malta.

Foi um dia "daqueles". Mas valeu a pena. Agora, caminha porque amanhã de manhã estou lá outra vez.