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o sítio do conguito

deambulações pela net, palavras, imagens, sons, coisas estranhas... enfim, eu.

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Hardware

A minha versão do iPhone vem com uma memória Flash de 16 Gb. Na verdade são 14 Gb reais se excluirmos o espaço ocupado pelo sistema operativo e fizermos os arredondamentos do costume.

O facto de ter memória Flash, tal como as pen drives, é óptimo porque o iPhone está constantemente em movimento e muitas das suas funções dependem mesmo desse movimento. Contudo, para mim, os 14 Gb já se tornam um handicap pois não consigo meter lá toda a minha mediateca. Lá tive de resolver o problema recorrendo às listas. É o problema de se estar habituado ao iPod de 30Gb.

Um outro problema é que  não é possível usar o iPhone como disco externo.

Uma das características mais referidas no iPhone é o facto de ser 3G. Em Portugal o 3G já existe há muito tempo e não é grande novidade, mas pergunto-me se realmente as pessoas sabem o que podem aproveitar da 3G. No iPhone a terceira geração apenas se nota na velocidade de acesso à Internet. De acordo com os testes que fiz, consegui uma velocidade de máxima de download de 1400 kb/s (numa média de 517 kb/s) numa zona com acesso à rede a 60%. Não é nada de especial, mas basta para a navegação pontual.

A maior parte do acesso à rede faço por Wi-Fi, uma excelente característica do smartphone. Aí a velocidade de acesso é semelhante à dos computadores cá de casa.

O GPS não é dos mais precisos, mas parece usar os dados das torres de transmissão para apurar os dados. Para o uso que lhe dou, serve perfeitamente. Contudo podemos usar o GPS em várias aplicações além dos mapas.

O iPhone possui uma ligação Bluetooth. Ainda estou para perceber porquê. Não é possível usá-la para fazer a sincronização com o iTunes, nem para enviar e receber ficheiros. Também não consegui usá-la com o meu auto-rádio, coisa que se fazia em 6 segundos com o HTC P3600. Pelo menos, vem desligada por pré-definição!

O ecrã é brilhante, de dimensões generosas e responde muito bem aos dedos, desde que estes não sejam muito "gordinhos". Usar as unhas, além de ser um "pecado" não faz dada. Um pouco acima do ecrán estão dois sensores: um de proximidade que desliga o ecrán quando aproximamos a face (muito útil durante as chamadas) e outro que analisa a luminosidade e ajusta o brilho de acordo com isso: bem pensado.

O sensor da câmara é de apenas 2 Megapíxeis, a esta altura do campeonato já se esperava algo melhor, mas dá conta do recado: tirar fotos simples e sem grandes opções. Para fotografias a sério uso uma máquina fotográfica a sério. Infelizmente não grava vídeos, o que é estranho pois penso que isso seria facilemte ultrapassado com software.

E chegamos à pior parte do equipamento do iPhone: a bateria.

Se uma pessoa não se "põe a pau" com o 3G, GPS e o Wi-Fi ligados ao fim de umas horitas temos de carregar novamente o bichinho. Então se nos pomos a usar jogos "muito exigentes" ela ainda acaba mais depressa.

O iPhone foi pensado para ser carregado, ou pelo menos ligado ao um computador  frequentemente. Por isso é que em poucos minutos a metade da bateria fica carregada e ao fim de pouco mais de uma hora fica completamente carregada. A maneira mais fácil é através do computador, pela porta USB, ou através do carregador fornecido (bem giro, por sinal). Infelizmente, carregadores que funcionavam com o iPod de 5ª geração parecem não funcionar com o iPhone, pelo menos com o carregador de isqueiro que tenho é assim.

 

Avaliação Global.

Prós

- Safari, Mail, Fotos, iPod, Mapas do Google.

- Quantidade de programas e jogos disponíveis para descarregar para o equipamento, uma grande parte deles gratuitos.

- Design, tamanho e ergonomia.

- Qualidade dos materiais.

- Acelerómetro, sensores e e écran multi-táctil.

- Memória Flash.

- Poder usar os dados do GPS em outras aplicações além dos mapas.

- Facilidade com que pode ser desbloqueado (jailbreak).

 

Contras

- Duração da bateria com as principais funções activadas.

- Não se pode usar como disco externo. (Afinal pode, através de software de terceiros. Obrigado Luciana)

- Só sincroniza as aplicações, as músicas, contactos, agenda e e-mails através do iTunes.

- Não filma.

- Não se pode usar como "acesso à Internet" num computador.

- Ausência de "Copiar e Colar".

- Ausência de MMS.

- Ter de se desbloquear para obter a maioria das funcionalidades acima indicadas.

 

Após pesar os prós e os contra, para mim, continua a ser uma excelente opção para substituir o HTC P3600 que foi "atropelado".

Tem algumas limitações que não se esperam num equipamento lançado em 2008 mas as novidades e a inovação trazidas por outras compensam. Novamente, a Apple faz-nos mudar os hábitos para nos adaptarmos aos aos seus produtos. Penso que isso até é saudável pois obriga-nos a pensar e a descobrir diferentes caminhos para atingir o mesmo objectivo.

Contudo, o facto de muito facilmente poder ser "libertado da tirania opressora do iTunes" e podermos instalar outras aplicações bem porreiras é "um must...".

 

Queria deixar uma palavra para os tarifários de dados absurdos que se praticam em Portugal pela Optimus e pela Vodafone. Os preços até podem ser aceitáveis, mas os limites não o são. Como 90% do meu tráfego de Internet faz-se através de várias redes Wi-fi (casa, escola, shoppings, etc.) não me incomoda muito. O pacote de dados de 100 MB por mês ainda vai dado para os gastos. Mas seria bem mais agradável que fosse possível ter pelo menos 1 Gb de tráfego para se poder usar todas as funcionalidades do iPhone em todo o lado.

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iPod

iPod

 

Um dos motivos que me levou a comprar o iPhone foi a hipótese de diminuir o número de gadjets no bolso. De facto, o iPhone é o melhor iPod de sempre!

A navegação é muito facilitada pela tela sensível ao toque. A vista de capas é muito útil quando não temos uma mediateca bastante grande. Tal como em versões anteriores do iPod, este é totalmente integrado com o iTunes e partilha com ele listas de reprodução, classificações e até o sítio onde ficamos a ouvir as músicas ou os vídeos (no caso dos podcasts e audiolivros). Gostei de descobrir que, mesmo com o equipamento bloqueado, é possível parar a música, mudar de faixa e aumentar e diminuir o volume, bastando dar dois cliques rápidos no botão Home.

Não gostei o facto de ter perdido a hipótese de consultar os comentários nos ficheiros mp3 (de alguns podcasts). Agora toda a informação disponível é o título, nome do artista e do álbum  e a capa. Além disso se tivermos ficheiros com nomes muito compridos, não é possível ver o nome completo, pois os nomes não fazem correm na horizontal quando são mais compridos que o écran.

 

Software 

Geopher Lite   Safari para o iPhone   menu inicial

 

Os programas incluídos com a versão 2.0 servem para a grande maioria das tarefas que um telemóvel contemporâneo realiza. por estranho que pareça, a Apple não colocou nenhum jogo.

Já são conhecidas as aplicações de calendário, contactos, calculadora, notas, bolsa, estado do tempo e relógio, principalmente pelo utilizadores do dashboard do Mac OS X. Até aqui nada de especial. A sincronização entre os contactos e a agenda no computador é perfeita e todos os dados que temos no computador estão disponíveis no telemóvel e vice-versa.

A aplicação de fotos, que sincroniza com o iPhoto é uma excelente forma de termos um álbum de fotografias no bolso. A navegação é bastante intuitiva e consegue arrancar sempre um "Huau!" quando a usamos. Contudo se tivermos uma galeria muito grande (tenho cerca de 8000 fotos) é necessário criar várias listas pois esta aplicação não permite navega por eventos, o que se torna um pouco entediante.

A aplicação de GPS usa o motor do Google Maps o que permite ter mapas com imagens de satélite: é excelente para o geocaching mas terrível para a navegação no carro porque não dá instruções em tempo real. Tanto esta aplicação como de vídeos do YouTube são "devoradoras" de tráfego de dados, por isso uso-as com muito cuidado.

As aplicações que mais uso são o Safari (para a navegação na Internet) e a Mail para o correio electrónico. São, na minha opinião, as melhores. A navegação é muito fácil e pela primeira vez parece ser como num computador. O Safari não aceita componentes Flash, o que faz com que alguns sítios não apareçam "completos". Também não é possível descarregar ficheiros, algo que não compreendo, pois estes são parte integrante da internet.  O Mail permite ver as mensagens  de correio electrónico e alguns tipos de anexos (.doc, .ppt e .pdf). É possível apagar uma série de mensagens de uma vez e até apagar sem as consultar (ideal para o SPAM).

O iPhone não suporta MMS (não envia nem recebe) e esta é outra das suas limitações pois eu até lhe dava um uso regular, a câmara é perfeita para isso e o programa de fotografias é das aplicações mais limitadas que conheço.

Também não é possível fazer "copiar e colar", nem sequer dentro das aplicações. Aqui está, a sua maior limitação. É uma pena.

Uma das grandes novidades no iPhone 3G foi o aparecimento da App Store, um sítio que permite descarregar para o telemóvel centenas de aplicações e jogos (muitíssimos destes gratuitos). Podemos descarregar as aplicações através do iTunes ou até do próprio telemóvel Para se poder descarregar aplicações, mesmo as gratuitas, é preciso ter uma conta na Apple Store e para isso é necessário ter um cartão de crédito. É mais uma infeliz imposição da Apple. Há aplicações para todos os gostos desde as mais inúteis (e divertidas) às mais funcionais, a maioria das aplicações disponíveis são jogos, o que fez aumentar consideravelmente a minha lista de programas instalados

 [continua...]

 

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Agora que já passou a febre do iPhone, agora que só se fala em jogos olímpicos, no acidente no aeroporto de Barajas ou da linha do Tua (sim, estas últimas palavras são para trazer gente do Google: parece que estão na moda) chegou a altura de vos dar conta da minha experiência com o gadjet da Apple. Como a "review" está um pouco longa vou dividi-la ao vários artigos.
 

Tal com já disse aqui, tenho o iPhone branco de 16 Gb. Aproveitando a promoção dos telemóveis a 1 euro da Optimus e o programa de pontos, fiz um negócio interessante adquirindo o smatphone por quase 400 euros e mantendo o meu tarifário de recarregamentos.

 

Design

O iPhone é de longe o gadjet mais elegante que circula pelo mercado, algo a que a Apple nos tem habituado.

A parte frontal é composta por um vidro com uma aparência bastante resistente, uma coluna de som discretamente escondida na parte superior e apenas um botão (home) na parte inferior.

Dos lados temos os tradicionais botões de aumento e diminuição de volume (foi aqui que senti falta da roda dentada do HTC 3600 para ajudar na navegação, mas ao fim de umas semanas, já nem me lembrava dela), bloqueio e de energia, uma entrada para auscutadores, outra para o cartão SIM, outra para o carregador e um par de colunas stéreo.

Na parte de trás temos a câmera de 2 Megapíxeis (sim, é mesmo muito fraquinha). Esta parte é feita de um plástico com aspecto um pouco frágil mas que até agora não teve nenhum risco.

De uma forma geral o iPhone não é muito grande, cabe perfeitamente na palma da minha mão e parece que foi construído mesmo para ser usado assim: na palma da mão, apenas com o dedo polegar ou então com a ajuda do indicador da outra mão. Além disso é tão pesado como a maioria dos smatphones que andam por aí.

 

Chamadas

A qualidade do som das chamadas, parece-me que é a mesma dos outros telemóveis.

Quando usamos os auscultadores da Apple, podemos usar o pequeno microfone que vem incluído no fio não só para nos fazermos ouvir melhor mas também para controlar as músicas do iPod. Se estivermos a ouvir música ou a ver um vídeo e recebermos uma chamada, a música, suavemente pausa, e permite-nos atender a chamada e retoma à posição onde estava quando atendemos.

 

O iPhone não permite fazer videochamadas pois não tem câmara frontal, contudo posso dizer que já tive 2 telemóveis com essa câmara e nunca fiz uma única videochamada.

 

O iPhone não tem chamada por voz, algo que já usava em outros equipamentos e que aqui me faz alguma falta, contudo é possível definir números favoritos para serem mais facilmente acessíveis. A ferramenta de pesquisa de contactos é muito boa, contudo no HTC era mais intuitiva pois permitia-nos começar a escrever o nome do contacto e ele "ia adivinhando" até chegar ao contacto pretendido.

 

[continua...]

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20 Ago, 2008

o 4º écran

A nokia fez este fenomenal vídeo que fala acerca da evolução da comunicação nus últimos 100 anos. Baseia-se na metáfora dos écrans: cinema, televisão, computadores e telemóveis, e é verdadeiramente inspiracional. Aplica-se muito bem à nossa cultura actual.