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o sítio do conguito

deambulações pela net, palavras, imagens, sons, coisas estranhas... enfim, eu.

30 Set, 2008

Vamos Escrever!

O sítio da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular é um local muito interessante para se encontrarem aplicações educativas gratuitas e em português.

Lá podemos encontrar o Vamos Escrever.

 

 

Este programa, da autoria de Ivone Niza e Joaquim Segura e  financiado pelo Ministério da Educação e pela Comunidade Europeia, é um interesante comjunto de actividades que visam promover a escrita.

Com um grafismo bastante atraente e dinâmico, as crianças podem experimenta criar as suas próprias histórias ou resumir outras conhecidas.

Apenas existe uma versão para Windows.

 

É uma ferramenta muito interessante para ser usada no âmbito do Plano Nacional de Leitura. Só é pena que não venha já instalada no "Magalhães", ao contrário de outras aplicações incluídas na página da DGDIC.

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Download: Vamos Escrever

Página de Recursos Educativos

As visitas aqui no sítio deram um salto nos últimos dias...

Os grandes "culpados" foram um conjunto artigos publicados aqui e um par de outros que publiquei no Webtuga e no Portugal Diário.

Em comum: o Magalhães.

Parece que está na berra falar sobre este computador. Também está moda cair em cima dele por causa do governo e do aproveitamento político que ele está a fazer.

 

Penso que é nítido o meu entusiasmo com esta máquina e com as potencialidades que ela traz. Também é conhecida a minha posição em relação ao governo e "à santinha da 5 de Outubro". Mas parece-me estranho que haja tanta gente a cascar em cima de algo que não conhece ou não quer conhecer só pelo simples facto de vir colado a uma figura "indesejável".

 

E depois temos aqueles que o acusam de não ter suficinte controlo parental. Parental vem de parente, familiar. Serão os pais e os professores os responsáveis por cuidar da utilização do computador. Será que estes já fazem com outros meios de comunicação social como a TV? Não vejo as televisões a queixarem-se disso.

 

Pelo menos é bom vermos a discussão acerca da utilização das novas tecnologias nas salas de aulas.

...e aos professores restam cada vez menos desculpas para não as usar.

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

 

Avaliação Global:
Esta primeira versão do Classmate PC português é uma lufada de ar fresco nas salas do 1º Ciclo.
Com um preço de aquisição a atingir o máximo de 50 euros é inegável que deve fazer parte da lista de material escolar para as nossas crianças. Relativamente ao hardware, nota-se que a INTEL prestou atenção a pormenores muito importantes como a facilidade de uso e a resistência do equipamento às quedas e aos líquidos. O Magalhães é um computador para ser usado em casa e na sala de aulas e também no exterior, sendo o companheiro ideal para saídas de campo e até visitas de estudo.

A pega superior coberta com um tecido almofadado que pode ser lavado e os plásticos que protegem a máquina são uma boa ideia e ajudarão certamente no transporte e protecção do computador. As cores foram bem escolhidas, em particular as do teclado que permitem visualizar as diferentes opções e funções das teclas.


Relativamente ao software, a diferença entre as duas ofertas de sistema operativo é assinalável. O Windows XP, bastante mais "maduro" e conhecido oferece um conjunto mais consistente de software capaz de agradar tanto às crianças como aos pais e professores. Pelo seu lado, o Caixa Mágica 12 Mag ainda se mostra um pouco inconsistente na oferta de software. Existe uma grande oferta de jogos, mas ao nível de programas educativos, o que existe é a oferta internacional já presente noutras distribuições e parece-me não existir uma comunidade à volta do software para o 1º Ciclo capaz de desenvolver novo software para a língua e cultura portuguesa. Além disso a forma como foi implementada a gestão e administração do próprio sistema a curto prazo irá afastar os utilizadores menos "técnicos" já que o Windows XP se encontra mesmo ali ao lado.


O projecto e-escolinha foi pensado não só para as crianças mas também para os pais e encarregado de educação. Com este computador muitas famílias terão acesso, pela primeira vez, a um equipamento informático em casa capaz de os abrir ao mundo e de nivelar as oportunidades de aprendizagem na escola.
A comunicação entre os alunos, entre os alunos e o professor e entre o professor e os encarregados de educação também sairão fortemente impulsionadas. Contudo, todos estes benefícios estão dependentes de um conjunto de factores que ainda não estão atingidos. Tanto aos pais como aos professores é necessário fazer formação e sensibilização para a utilização do Magalhães em contextos educativos e pedagógicos. Os próximos meses serão importantíssimos para se aferir como será feita essa adesão ou não ao projecto e-escolinha.
 

Imagens:

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

 

A versão portuguesa do Classmate PC é a primeira a trazer dois sistemas operativos em "dual boot": o Windows XP Home e o Linux Caixa Mágica 12 Mag (edição especial para o Magalhães). Por pré-definição o arranque é feito com o Windows, mas essa opção é facilmente modificável.

 

Software

 

A versão analisada do Magalhães ainda não possuía a imagem final, por isso novas versões de programas ou melhoramentos poderão estar disponíveis aquando da disponibilização dos computadores às crianças. Além disso alguns programas no Windows ainda não se encontravam activados. A Microsoft afirmou que na versão final todos os seus programas já virão devidamente activados e funcionais.


Windows XP
Quando o Windows XP arranca, por pré-definição é aberta a aplicação Magic Desktop. Esta aplicação, pensada para as crianças mais pequenas, caracteriza-se por um conjunto de ícones de tamanho considerável que dão acesso a versões simplificadas de programas de escrita (Easy Write), de desenho (Easy Paint), de acesso à internet, de correio electrónico (Easy Mail), para a webcam (FunCam) e jogos (Detective Bob, Puzzle King, Easy Learning, Find a Match, Talking Parrot e Gamepad). Até há um pequeno programa (My First Music) que permite tocar música através de um piano virtual. Também é possível aceder a alguns programas "normais" do Windows e, se quisermos, temos o Windows XP tradicional à distância de dois cliques. Aqui a oferta de software pré-instalado é impressionante.


Como ferramentas de produtividade temos o Word 2007, Powerpoint 2007 e Excel 2007. O Antivírus escolhido é o Avast (não se encontrava presente nesta imagem, mas a indicação que tive é que estará disponível na versão final). O leitor de ficheiros .pdf é o Adobe Reader 9.
Como seria de esperar o multimédia está a cargo do Windows Media Player 10 e até já se encontra configurado o QuickTime Player para os ficheiros .mov. O Silverlight da Microsoft também já marca presença e há que referir a instalação de duas boas ferramentas da Microsoft que normalmente têm de ser instaladas à parte: o PhotoStory 3 e o pacote Windows Live. Nota-se a falta de um verdadeiro programa de edição de imagem como o Paint .Net.


Como ferramentas administrativas temos o Parents Carefree que traz algumas das funcionalidades de controlo parental do Windows Vista ao Magalhães, o e-learning Class da Mythware que permite ao professor controlar todos os Magalhães da sala de aula e ao aluno interagir com o professor de uma forma muito intuitiva e o EasyBits for Kids que protege o ambiente de trabalho do Windows.


Na área da referência os alunos e pais irão encontrar uma versão da Diciopédia X que corre integralmente a partir do disco rígido. Também está previsto o acesso à enciclopédia Encarta, mas não o encontrei neste computador.
Relativamente aos jogos e actividades educativas, no Magalhães a oferta é abrangente. Para a Língua Portuguesa há o A Cidade do faz de Caso da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), para a iniciação ao Inglês há duas soluções o programa English is fun (DGIDC) e o acesso gratuito ao curso on-line Mingoville. Para a área da Matemática existe o ClicMat (DGIDC). Para o Estudo do Meio está instalado o À Descoberta do ambiente (DGIDC).


Além dos jogos tradicionais do Windows, há uma série de jogos infantis instalados como o Childsplay (ainda não totalmente traduzido para língua portuguesa), o Gcompris e o Microsoft Learning Essentials com um formato específico para o 1º Ciclo.
É claro que o TuxPaint também não poderia faltar.
No geral a oferta de software incluído no Magalhães (Windows) é bastante diversa e de qualidade aceitável. Alguns programas deveriam estar melhor traduzidos e outros ainda apresentam alguns "bugs" que deverão estar resolvidos em próximas edições.


Linux Caixa Mágica 12 Mag
A versão do Caixa Mágica presente no Magalhães é uma adaptação do Caixa Mágica 12. As mudanças aparentemente são cosméticas. É dada uma preferência aos programas e jogos educativos no software disponibilizado mas nota-se que o pessoal da Caixa Mágica teve pouco tempo para preparar este sistema operativo.
O ambiente gráfico escolhido foi o KDE, talvez pelas suas semelhanças com o Windows, e por isso encontramos inúmeras aplicações da "família K". Contudo, comparada com a maturidade do Windows XP, ainda se nota a falta de algumas aplicações de gestão e administração para os computadores. Além disso, algumas aplicações estão dependentes da introdução da palavra-passe de administrador para poderem funcionar, o que acarreta um certo risco de segurança.
Quando o utilizador inicia sessão é-lhe apresentado, no ambiente de trabalho, quatro conjuntos de ícones com funções diferentes. Para a função "Sala de aula" temos os principais programas do pacote Open Office: Write, Calc e Impress. Na função "Lá fora" encontramos o Firefox para a navegação na Internet, o Thunderbird para o Correio Electrónico e o aMSN para as mensagens intantêneas. Na função "Mochila" vê-se o Sunbird para a agenda, o Kaffeine como leitor de multimédia e o Thunderbird para a gestão de contactos. Para a função "Intervalo" está disponível o Tuxpaint, o SuperTux e o Gcompris.
A barra inferior contém um campo de pesquisa que está configurado para usar a “Wikipédia do Sapo” (Sapo Saber).
Existem dezenas de jogos disponíveis e muitas mais aplicações educativas. Contudo não é compreensível a existência de aplicações que muito pouco ou nada dirão às crianças do 1º ciclo como a Calculadora Científica ou o Desenho de Funções Matemáticas.
Tal como em qualquer versão Linux é possível adicionar novos programas e repositórios ao Caixa Mágica 12 Mag. Esses programas serão lançados futuramente pela equipa do Caixa Mágica.
De uma forma global, nota-se que esta versão ainda está muito "verde" e que não será a mais fácil de utilizar por utilizadores pouco experientes ou pouco habituados ao mundo Unix.
 

Continua...

 

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

Apresentado a 30 de Julho de 2008 como o computador de baixo custo para as crianças do 1º Ciclo, o “Magalhães” é a variante portuguesa da segunda versão do Classmate PC da INTEL.
O design do computador é licenciado pela empresa americana e a montagem do mesmo é feita em Portugal pela JP Sá Couto.

 

 

Hardware
O "Magalhães" possui um Processador Intel Celeron M 900MHz. Apesar da velocidade de relógio bastante modesta, demorou cerca de 00:01:06 a carregar completamente o ambiente de trabalho "Magic Desktop" no Windows XP. Já no caso do Linux Caixa Mágica 12, o arranque completo do sistema operativo demorou 00:01:42. Os programas abrem com facilidade e é fácil ter uma série deles abertos simultaneamente tanto do Windoes como no Linux.

A memória RAM de 1 GB é partilhada com a Placa Gráfica (128 MB) e parece dar conta do recado, sendo suficiente para as aplicações disponíveis.

O Disco Rígido de 30 GB (10 GB para a partição Windows, 10 GB para a partição Linux e 10 GB para a partição de dados, partilhada entre o Windows e o Caixa Mágica) mostra-se suficiente. Aquando da sua utilização pela primeira vez o Windows identifica cerca de 80% da sua partição ocupada, tal situação é semelhante na partição Linux, embora esta contenha um espaço reservado para o sistema de recuperação do sistema operativo. Existe uma partição de 10 GB livre para dados, esta partição tanto é acessível no Windows como em Linux.

O ecrã de 9 polegadas é brilhante e com muito poucos reflexos, permitindo uma boa utilização ao ar livre e mesmo com muita luz. A resolução de 1024 por 600 pixéis parece ser a ideal para o tamanho do ecrã, contudo alguns adultos certamente irão achar os ícones e as letras muito pequenos.



 

A Webcam, montada no topo do ecrã, possui a resolução suficiente para produzir filmes com a resolução de 640 por 480 e o microfone tem uma sensibilidade aceitável, embora como a maioria dos microfones embutidos capte muitos ruídos de fundo. Além do microfone incorporado no computador também é possível ligar um microfone externo.

O Magalhães possui duas portas USB (uma de cada lado do teclado) que permitem ligar todo o tipo de componentes e acessórios. Além disso também traz um leitor de cartões SD que se encontra protegido por uma muito pouco prática borracha. Se o utilizador tiver o hábito de roer as unhas, como eu tenho, terá dificuldades em aceder a esta entrada.

As colunas de som são francamente más. O utilizador deverá estar muito próximo do computador e no caso de haver gravações com voz estas nem sempre são perceptíveis. Recomenda-se, nestes casos, a utilização de auscultadores.
 


O teclado é bastante "duro" e tem uma distribuição das teclas ligeiramente diferente do habitual. As teclas são pequenas: ideais para as crianças mas causadoras de "dores de cabeça" aos adultos. Como aspecto curioso há que referir que não existem as típicas teclas do Windows. De acordo com a INTEL, o teclado é à prova de água, mas eu não o testei. Também se diz que é resistente às quedas até um metro, mas para isso contamos com os testes "no terreno".

O Magalhães não possui drive óptica.

O acesso à rede pode ser feito através de uma placa de rede sem fios (RT73 USB Wireless LAN Card) e de Ethernet (Realtek RLT8139/810x Family Fast Ethernet NIC). A sensibilidade da placa de rede sem fios é óptima dentro da sala onde se encontra o emissor do sinal, contudo é bastante limitada se houver paredes entre o emissor e o computador, perdendo o sinal ao fim de 10 metros.

O Magalhães possui uma autonomia de cerca de 3 horas através de uma bateria amovível de 3 células. O cabo do transformador/carregador é bastante comprido o que ajudará a usar os computadores ligados à corrente na sala de aulas (escrevo-o por experiência própria, nas salas de aulas, cabos compridos fazem um jeitaço!).

Continua...

 

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