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o sítio do conguito

deambulações pela net, palavras, imagens, sons, coisas estranhas... enfim, eu.

História para a letra "a":

 

Era uma vez uma menina chamada Aninha.


A Aninha era uma rapariga muito animada com longos cabelos encaracolados e que adorava animais.

 

Tal como os seus cabelos nunca parava quieta e trazia sempre consigo bichos e bicharocos.

 

Na escola, em casa e com os amigos tinha sempre um bichinho com quem conversava. Quem não gostava nada disto era a sua família. Os pais já a tinham avisado que não queriam que ela levasse os bicharocos lá para casa. Era uma "imundice"!! Mas a Aninha não ligava.

 

Um dia chegou a casa mais agitada do que de costume e os pais estranharam. Ela andava de lado para lado, coçava-se nos braços, nas pernas e na cabeça, falava sem parar. Os pais perguntaram-lhe com quem falava pois não viam ninguém junto dela mas a Aninha não sabia explicar.

 

Eles decidiram procurar os bicharocos nos bolsos, na roupa, nos cadernos e na mochila mas... nada! Não encontraram nenhum bichinho:  nem grande nem pequeno.

 

Até que a mãe espreitou para a cabeça da Aninha e ficou horrorizada: ela estava cheia de piolhitos!

 

Os pais pegaram logo numa tesoura e zás! Cortaram os cabelos à Aninha.

 

A Aninha ficou com uma tristeza do tamanho da noite! Estava agora sem os seus amiguinhos e sem o seu cabelo!

 

Ao longo das semanas seguintes o cabelo da Aninha voltou a crescer, mas os pais, que não davam tréguas, continuavam a lavar-lhe o cabelo, todos os dias, com toneladas de amaciador e, de vez em quando,  com o medicamento para os piolhos.

 

Passadas algumas semanas o cabelo da Aninha ficou novamente comprido, contudo, desta vez, estava liso como o gelo do Inverno. Aos poucos a Aninha foi ficando cada vez mais bem disposta. Os pais pensavam que ela já tinha esquecido o episódio dos "bichos da cabeça", mas ela tinha um segredo!

 

Na sua cabecinha ela começou a ouvir um pequeno riso de criança: "-ah, ah, ah, ahh!" e veio a descobrir que lá habitava um resistente e divertido piolhito que adorava saltar de cabelo em cabelo.

 

A Aninha foi a correr para a casa de banho, tirou um pouco do gel do cabelo do pai e moldou uma trancinha na sua cabeleira. A pulguinha aproveitou a trancinha para brincar ao escorrega e nunca mais saiu de perto da Aninha.

 

A partir desse dia a Aninha passou a ser conhecida como a "menina que só tinha uma trancinha" mas não se importava: tinha um amigo que podia levar a todo o lado e ninguém sabia dele!

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