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o sítio do conguito

deambulações pela net, palavras, imagens, sons, coisas estranhas... enfim, eu.

A partir de Setembro os professores podem candidatar-se à "aquisição" de um computador portátil com ligação à Internet através do programa e-escola.
A ideia parece atractiva, afinal são "portáteis com Internet por 150 euros"!


Contudo, tal como o Luís já referiu no seu blogue há que ter em conta os pequenos "pormenores". Ora vejamos:
-Há que fazer uma pré inscrição nos sítios das operadoras (parece que pode não haver computadores para todos e estes vão ser distribuídos de acordo com a "ordem de chegada")
-Aos 150 euros acresce 36 mensalidades que variam consoante a Internet contratualizada. A mais barata custa 17,50€ (velocidade de cerca de 384 kbp s para Download e com 1 Gb de limite de tráfego). As restantes opções serão sempre 5€ mais baratas que para o público. Isto pode fazer com que ao fim de 3 anos o computador fique por 780€ (com a Internet mais lenta) ou até 1230 euros (usando o tarifário de 30€).
- De acordo com a TMN (ainda não encontrei as alternativas da Vodafone e Optimus) o computador  terá um Processador duplo de 1,8 Ghz ; 1Gb de  RAM; ecrân com 15 polegadas; disco de 80 GB ; Leitor de CD/DVD e rede Wireless.

Outra coisa que me irrita é o facto de este programa não pensar nas óptimas alternativas livre que existem no mercado.
Neste caso, o sistema operativo incluido no portátil será o Windows Vista (que se irá "arrastar" em computadores com aquelas características) a suite de produtividade será o Microsoft Office 2007 Students and Teachers Edition (Word, Exel e Powerpoint).
Ora, são conhecidas e muito fáceis de utilizar as alternativas: em Portugal existe o Caixa Mágica e o Alinex, distribuições linux feitas por portugueses para portugueses (a última até vem com os computadores do projecto portáteis para as escolas e foi feita pela universidade de Évora). Também existe, até para Windows, o Open Office uma suite gratuita que é muito semelhante aos pacote de produtividade da Microsoft.

E  os professores que ao longo dos anos, à custa das suas bolsas, investiram em tecnologias (quando nem as escolas as tinham) para poderem trabalhar?
Este programa seria mais interessante se se abrisse a mais potencialidades como o financiamento da aquisição de outros equipamentos como impressoras, projectores ou até quadros interactivos e mesmo de software educativo para os docentes.

Resta agora a cada professor medir muito bem "os prós e os contra" e decidir se vale a pena aderir ou não a esta "promoção".

Da minha parte, já se vê como eu estou...

Programa e-escola
Portátil pela TMN
Portátil pela Optimus
Open Office
Caixa Mágica
Alinex

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